A vida continua a não correr bem a Ruben Amorim desde que deixou o Sporting. Após nova derrota do Manchester United, desta vez frente ao City, por 3-0, o antigo treinador do Clube de Alvalade deixou claro que não vai fazer qualquer alteração no seu processo nos red devils.
Ruben Amorim: "Não vou mudar"
"Não é registo que se deva ter no Manchester United. Há muitas coisas que não sabem que aconteceram nos últimos meses. Aceito isso. Mas não vou mudar. Quando quiser mudar a minha filosofia, eu mudo. Caso contrário, se calhar, têm de mudar o treinador. Vou jogar com o meu estilo até entender que devo mudar", realçou, no rescaldo do encontro, passando para as dificuldades defensivas da equipa.
Ruben Amorim: "Não podemos sofrer este tipo de golos"
"Se olharmos para os golos, são golos que conseguimos evitar. Essa foi a maior diferença. Sofremos golos em situações nas quais claramente podíamos ter feito melhor, sobretudo no segundo. Começámos bem a segunda parte, estávamos a pressionar para chegar ao golo que reabria o jogo e até tivemos uma oportunidade de fazer o 2-1, que o [Bryan] Mbeumo podia ter marcado. Esses momentos caíram sempre para o adversário. E depois o terceiro golo... é difícil de descrever. Sofremos golos que podíamos evitar. Quando é só mérito do adversário, aceita-se, mas não podemos sofrer este tipo de golos", atirou.
De seguida, Amorim foi questionado sobre se esta fragilidade se trata de um problema mental, algo que acabou por negar: "A maior diferença foi que nas nossas transições não conseguimos marcar. Especialmente na segunda parte, o jogo mudou e sofremos nós em transição. Eles foram melhores nesse momento e, se olharmos para os lances dos golos, vemos que podíamos claramente tê-los evitado. E isso fez a diferença num jogo destes".
Ruben Amorim: "É frustrante e há muito para trabalhar"
No que toca à finalização, o treinador português mostrou-se frustrado: "A frustração é sempre a mesma, porque com o número de oportunidades que criamos temos de marcar. Se não marcamos, não abrimos o jogo e não conseguimos controlá-lo de forma diferente. Quando estamos a perder 2-0, sente-se que o golo pode aparecer, mas se não voltamos a reabrir o jogo, é uma questão de tempo até sofrermos mais. Se subirmos mais jogadores, ficamos expostos em transição. É frustrante e há muito para trabalhar antes do próximo jogo".
